sábado, 27 de dezembro de 2008

Novo diferente

Quando se é novo o velho parece distante, quando se ve na ousadia da tolerância uma atitude contida nossa juventude como alma de sangue quente geme por um impulso de falta de sabedoria e assim construimos a experiência que é a vida.

Se ao menos entendessemos a beleza do saber temporal, ou se até mesmo acreditássemos mais em algumas 'broncas de experientes', seriamos exilados na vicência de quem viveu e seriamos a copia de experiencias nem sempre relatadas com total clareza de acontecimentos. A beleza da vida está na essência da surpresa, por mais que alguns ainda a temam. Está na carta de correio enquanto o mundo inteiro escreve um e-mail, ou manda uma mensagem por celular, está num novo relacionamento que nos abre pela segunda, terceira, quarta, quinta ... a porta da felicidade, está num filho que nasce, na casa comprada, na comemoração de aniversário no mesmo bar do ano passado mas com novas histórias.

Que me desculpem os mais velhos, com muito respeito, mas eu quero é quebrar a cara e quando eu tiver a frente de jovens de idade, irei dizer a eles não façam isso, nao comam muita gordura, porque quero instigar neles a discordia de ideologias, a cegueira da ignorância, e a verocidade de uma juventude com muitos hormônios, quero (hoje pra mim e amanha pra eles) que a curiosidade e a ignorância ensinem mais do que a burrice de uma classe, quero que elas ensinem a criar pessoas com histórias, repetidas e novas, novas com movimentos repetidos, quero a certeza de que a vida continuará sendo assim, diferente e igual, igual e diferente, porque somos humanos e nosso diferencial não é a inteligência, mas a criatividade com que efetuamos nossos atos.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Aperto no peito sorridente de viver

aperto no peito, coração apertado, dor estigante, fatigante, intrigante

mente vazia, pensamentos tolos, sabedoria margiada, frangância, elegância

vaso cheio, chuva poluosa, cama dessarumada, bandeira aberta no peito cheiroso

sintonia de almas, abertura de caminhos, dores curadas, tolice abençoada

alma que chora, que gargalha, que hoje acha que sabe viver

peito estridente que mesmo sorridente sabe a dor do viver

sábado, 20 de setembro de 2008

Revolução do bem

O mundo se cala por ver a crueldade, se retêm de vergonha pelas frustrações que acontecem a cada minuto pelas mãos de seus filhos humanos. O mundo chora, clamando PAZ.

O que precisamos fazer é ser exemplo, exemplo de amor, de fidelidade, de lealdade às boas causas, para que sejemos imitados, para que possamos começar a contribuir para a revolução, a revolta do bem. Nossas armas não são caras, construimos em miléssimos de segundos, num abraço, num sorriso, e de pouco em pouco nosso batalhão estará pronto, para ser exemplo, para ser vitória de um reino que clama e chora de felicidade por estar presenteando o hoje e o futuro com cores brandas de carinho, de cheiros de alma limpa, de amor verdadeiro, de amor que alimenta, de forca que tudo vence.

Crie as suas armas, é fácil.

domingo, 7 de setembro de 2008

Acreditar na vida, Simples assim!

Acreditar na vida é saber que nem tudo pode florescer, é saber que momentos engraçados e felizes são muitas vezes passageiros para quem não aproveita. Acreditar na vida é deixar a mente aberta para extrair do fundo de um olhar a beleza que ele releva em questões de segundo.

Aprendemos a acreditar na vida quando conseguimos conviver com a loucura do dia-a-dia, relembrando apenas daquele último abraço que recebemos de alguem especial, aprendemos a acreditar quando em momentos de tristeza conseguimos resgatar forças daquele último sorriso amigo que nos fez tão especial.

Crianças sabem aproveitar os momentos como ninguem, elas (caladas) apenas observam a multidão que passa pra lá e pra cá, e quando alguém fixa o olho nela, o sorriso se abre como se fosse o momento mais feliz do mundo, e por ter sido tão intenso, esse sorriso infantil pode alimentar a vida tão corriqueira e complexa desse adulto.

Aproveitar a vida está mais perto do que imaginamos, está na simplicidade do dia que vivemos, na cordialidade das palavras que falamos, está na lembrança de momentos inesquecíveis; devemos aproveitar a vida por todas as coisas pequenas que nos fizeram feliz, devemos aproveitar a vida presenteando-a com pequenos gestos que podemos executar.

Relembrar o passado, aproveitar o presente, e presentear o futuro, não precisamos de grandes coisas para fazer isso, não precisamos alimentar momentos triste, mas devemos suportá-lo com coisas simples e aprender a acrescentar novos momentos inesquecíveis, como aquele sorriso de criança, tão puro, tão intenso, tão simples.

domingo, 22 de junho de 2008

Nosso crescimento está condicionado às viagens que fazemos

Nosso crescimento está condicionado às viagens que fazemos!!!

Viajar é conhecer o novo, explorar o desconhecido, se deslumbrar e se decpionar com aquilo que procuramos. Viajar também é renuncia, positiva e negativa, na primeira delas (positiva) renunciamos ignorância, estamos na viagem com o intuito de melhorar a cada segundo, cada pedaço do dia-a-dia, aprendendo maneiras de viver em outra cultura, o que nos fortalece e nos torna passíveis de comparações embassadas no cotidiano em que vivemos, nos torna saudosistas quando o positivismo chega ao seu pico. A renúncia negativa é particular, íntima, conhece-a somente quem a provou por um período longo de viagem. Renunciar família, amigos, amor, momentos tão únicos de um lugar em que você escolheu "fugir por um período" é decisão para poucos, e para muitos em momentos de loucura. A compensa pela renuncia negativa é como o investimento em uma empresa, vem aos poucos e de maneira muito sutíl, talvez aí seja a grande dificuldade de se renunciar. O que deveriamos fazer então? viajar somente por curtos período de tempo? ou não viajar? São decisões complicados quando nos deparamos com outra palavra importante, a tal da OPORTUNIDADE. A oportunidade gera em nós a dúvida, e alimenta o que deciframos como renúncia (positiva e negativa), partir rumo ao desconhecido e abrir mão da zona de conforto é agarrar a melhor oportunidade que tivemos, e largar mão da oportunidade é aceitar a aprimorar nossas conquistas locais, a decisão final? Cabe somente ao coração de quem decide. Se vale a pena? essa resposta é o título desse texto, e ela está totalmente complementada por aqueles/aquilo que "deixamos"; embarcar num porto é excelente, mas primordial é saber que o porto nos aguarda de volta, e com todas as portas abertas, pra recomeçar de onde paramos, de onde do fundo do coração do viajante, ele nunca deixou de estar.

sábado, 14 de junho de 2008

a primeira é a mais livre

a experiência de uma viagem é única, mas resumí-la a UNICA talvez seja desprezar toda uma trajetória


remontei aos meus arquivos pessoais encefálicos e tentei encontrar a primeira viagem de uma vida... as vezes é dificil lembrar, ainda mais quando se vive esquecendo de relembrar os momentos "únicos" de nossas vidas. Essa é uma tarefa difícil, tentei agora relembrar a infância, as brincadeiras e puxar de dentro dessas brincadeiras a lembrança de uma viagem, o problema é que outras lembranças vão se cruzando, histórias de queda, arranhões por mulekagem, risadas que ficaram e que ainda são presentes naquilo que aprendemos a chamar de saudade. Saudade essa que me recordou a brisa de uma praia distante, que eu ia tantas vezes quando criança; achei! acabei de encontrar a lembrança de uma viagem, da primeira que eu lembro.


Meus pais que me perdoem, mas a primeira viagem que eu lembro de verdade foi com destino a praia do Caripí, no municípo de Barcarena - PA (Brazil), sem muitos detalhes, consigo lembrar de um cheiro, o de batata frita, salvo engano, minha mãe era amiga da vendedora então tinhamos batatas fritas de graça :) Essas batatas eram uma festa pra um muleke que passava o dia inteiro jogado ao sol, correndo, fazendo castelo de bolinha com areia molhada, brincando de jogar areia na cara da irmã e chorando quando ficava com o olho ardendo por ser retribuido por tal ato de amor e carinho. =]


Essa praia foi a visão de uma viagem implantada na minha mente, que até hoje me instiga e me faz viajar em pensamentos e por o pé na estrada. O ensinamento que essa primeira viagem me deu, aprendido durante a escrita desse texto, foi a de sair pra um mundo onde o ar não tem limite, onde o que se pode deslumbrar é a exuberância de um mundo de água que nos permitir questionar se o limite existe, se o limite pra buscar o novo e ser contaminado pelos seus encantos pode ser delimitado, e enxergar que ao lado de conquistam nada é plenamente completo se não se tem com quem dividir, uma irmã, mãe, pai, amigos(as), família.


Queria uma foto daquela infância. Tenho uma guardada num álbum, vou scanear e postar aqui, essa é minha dívida hoje. Mas relembrar a primeira viagem foi realmente "único".