domingo, 22 de junho de 2008

Nosso crescimento está condicionado às viagens que fazemos

Nosso crescimento está condicionado às viagens que fazemos!!!

Viajar é conhecer o novo, explorar o desconhecido, se deslumbrar e se decpionar com aquilo que procuramos. Viajar também é renuncia, positiva e negativa, na primeira delas (positiva) renunciamos ignorância, estamos na viagem com o intuito de melhorar a cada segundo, cada pedaço do dia-a-dia, aprendendo maneiras de viver em outra cultura, o que nos fortalece e nos torna passíveis de comparações embassadas no cotidiano em que vivemos, nos torna saudosistas quando o positivismo chega ao seu pico. A renúncia negativa é particular, íntima, conhece-a somente quem a provou por um período longo de viagem. Renunciar família, amigos, amor, momentos tão únicos de um lugar em que você escolheu "fugir por um período" é decisão para poucos, e para muitos em momentos de loucura. A compensa pela renuncia negativa é como o investimento em uma empresa, vem aos poucos e de maneira muito sutíl, talvez aí seja a grande dificuldade de se renunciar. O que deveriamos fazer então? viajar somente por curtos período de tempo? ou não viajar? São decisões complicados quando nos deparamos com outra palavra importante, a tal da OPORTUNIDADE. A oportunidade gera em nós a dúvida, e alimenta o que deciframos como renúncia (positiva e negativa), partir rumo ao desconhecido e abrir mão da zona de conforto é agarrar a melhor oportunidade que tivemos, e largar mão da oportunidade é aceitar a aprimorar nossas conquistas locais, a decisão final? Cabe somente ao coração de quem decide. Se vale a pena? essa resposta é o título desse texto, e ela está totalmente complementada por aqueles/aquilo que "deixamos"; embarcar num porto é excelente, mas primordial é saber que o porto nos aguarda de volta, e com todas as portas abertas, pra recomeçar de onde paramos, de onde do fundo do coração do viajante, ele nunca deixou de estar.

sábado, 14 de junho de 2008

a primeira é a mais livre

a experiência de uma viagem é única, mas resumí-la a UNICA talvez seja desprezar toda uma trajetória


remontei aos meus arquivos pessoais encefálicos e tentei encontrar a primeira viagem de uma vida... as vezes é dificil lembrar, ainda mais quando se vive esquecendo de relembrar os momentos "únicos" de nossas vidas. Essa é uma tarefa difícil, tentei agora relembrar a infância, as brincadeiras e puxar de dentro dessas brincadeiras a lembrança de uma viagem, o problema é que outras lembranças vão se cruzando, histórias de queda, arranhões por mulekagem, risadas que ficaram e que ainda são presentes naquilo que aprendemos a chamar de saudade. Saudade essa que me recordou a brisa de uma praia distante, que eu ia tantas vezes quando criança; achei! acabei de encontrar a lembrança de uma viagem, da primeira que eu lembro.


Meus pais que me perdoem, mas a primeira viagem que eu lembro de verdade foi com destino a praia do Caripí, no municípo de Barcarena - PA (Brazil), sem muitos detalhes, consigo lembrar de um cheiro, o de batata frita, salvo engano, minha mãe era amiga da vendedora então tinhamos batatas fritas de graça :) Essas batatas eram uma festa pra um muleke que passava o dia inteiro jogado ao sol, correndo, fazendo castelo de bolinha com areia molhada, brincando de jogar areia na cara da irmã e chorando quando ficava com o olho ardendo por ser retribuido por tal ato de amor e carinho. =]


Essa praia foi a visão de uma viagem implantada na minha mente, que até hoje me instiga e me faz viajar em pensamentos e por o pé na estrada. O ensinamento que essa primeira viagem me deu, aprendido durante a escrita desse texto, foi a de sair pra um mundo onde o ar não tem limite, onde o que se pode deslumbrar é a exuberância de um mundo de água que nos permitir questionar se o limite existe, se o limite pra buscar o novo e ser contaminado pelos seus encantos pode ser delimitado, e enxergar que ao lado de conquistam nada é plenamente completo se não se tem com quem dividir, uma irmã, mãe, pai, amigos(as), família.


Queria uma foto daquela infância. Tenho uma guardada num álbum, vou scanear e postar aqui, essa é minha dívida hoje. Mas relembrar a primeira viagem foi realmente "único".